Defesas dos réus no núcleo da investigação sobre a alegada trama golpista se manifestaram em relação à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a execução imediata das penas dos sete condenados. A decisão, proferida nesta terça-feira, gerou reações diversas entre os advogados dos envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A defesa de Jair Bolsonaro expressou surpresa diante da certidão de trânsito em julgado emitida antes do prazo para a apresentação de embargos infringentes. O advogado Paulo Cunha Bueno argumenta que o regimento interno do STF prevê a possibilidade de apresentação desse recurso, citando precedentes como o julgamento do ex-presidente Fernando Collor e o caso de Débora Rodrigues dos Santos.
Em nota, a defesa de Walter Braga Netto manifestou indignação com a decisão que determinou a execução das penas. O advogado José Luis Oliveira reiterou que a condenação do general é “absolutamente injusta e contrária à prova dos autos”, e anunciou que tomará as medidas cabíveis, inclusive recorrendo a cortes internacionais.
A defesa de Augusto Heleno também alegou a inocência do réu e expressou indignação com o curso do julgamento. Em nota, os advogados do general afirmaram que lutarão pela anulação do processo, que consideram “viciado”, diante de um “cenário de ilegalidade e perseguição”.
Por outro lado, a defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres informou ter recebido com “serenidade” a decisão que executou a pena. O advogado Eumar Novacki reiterou que Torres não teve participação na trama golpista.
O advogado Andrew Fernandes Farias, que representa o general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou ter sido surpreendido com a decisão monocrática que declarou o trânsito em julgado da ação penal. Ele contestou a alegação de que os embargos de declaração teriam caráter protelatório, argumentando que as teses levantadas pela defesa sequer foram apreciadas. Farias também alegou que parte da pena não está fundamentada, o que justificaria os recursos apresentados.
Tentativas de contato com as defesas dos demais condenados não obtiveram resposta até o fechamento desta reportagem.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

