G1
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O preço recorde do ouro, que ultrapassou a marca de US$ 5.500 recentemente, tem intrigado especialistas. Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP, comparou a valorização do metal a uma febre, destacando a importância de identificar a causa desse fenômeno.

Ouro como sintoma de uma economia doente

Segundo Vale, a atual valorização do ouro está ligada a uma desorganização profunda nas instituições americanas e tensões geopolíticas sob a presidência de Donald Trump. Diferentemente de crises anteriores, o economista acredita que as soluções disponíveis atualmente não são capazes de conter o aumento do preço do metal.

A história por trás da 'febre do ouro'

Vale menciona o economista Paul Volcker, que desempenhou um papel fundamental na reformulação da ordem monetária internacional nas décadas passadas. Com a desmontagem do sistema ouro-dólar, o valor das moedas passou a flutuar livremente, afetando diretamente o preço do ouro.

Motivos para o disparo do preço do ouro

A valorização do ouro é impulsionada por fatores políticos e fiscais, incluindo a incerteza política nos EUA, a crise fiscal, e tensões geopolíticas decorrentes das ações do governo Trump, como disputas comerciais e ameaças a países da OTAN.

Nomeação de Kevin Warsh e impacto no mercado

Recentemente, Donald Trump indicou Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell. Essa indicação foi bem recebida pelo mercado, resultando em uma valorização do dólar e uma queda de ativos alternativos, incluindo o ouro.

Conclusão

A 'febre do ouro' reflete não apenas a busca por proteção diante de incertezas econômicas, mas também a fragilidade de um sistema financeiro global instável. A valorização do metal precioso continua a ser influenciada por eventos políticos e fiscais, indicando a complexidade dos fatores que determinam seu preço.

Fonte: https://g1.globo.com