© Petrobras/Divulgação
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à Petrobras, em 4 de fevereiro, que a empresa poderá retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, mediante o cumprimento de novas condições estabelecidas.

Paralisação devido a vazamento

O trabalho de perfuração havia sido interrompido em 6 de janeiro deste ano devido ao vazamento de um fluido de perfuração. Segundo a Petrobras, esse fluido é utilizado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás, ajudando a controlar a pressão e prevenir colapsos nas paredes do poço.

Manifestações de preocupação e esclarecimentos

Organizações indígenas e ambientalistas expressaram preocupação com o vazamento na Foz do Amazonas. No entanto, a Petrobras afirmou que o fluido de perfuração atende aos limites de toxicidade permitidos por lei, é biodegradável e não causa danos ao meio ambiente ou à saúde das pessoas.

Exigências para retomada das atividades

A ANP determinou que a Petrobras só poderá retomar as atividades após a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração. O riser é um tubo que conecta o poço de petróleo à sonda de perfuração na superfície, funcionando como uma extensão temporária do poço.

Procedimentos adicionais

Além da substituição dos selos, a Petrobras deve apresentar evidências da troca em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da instalação. Também deve revisar o Plano de Manutenção Preventiva e utilizar as juntas do tubo de perfuração reserva somente após certificação de conformidade.

Auditoria e segurança operacional

A ANP está conduzindo uma auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde 2 de fevereiro. Essas medidas visam garantir a segurança e a conformidade das operações de perfuração na região da Foz do Amazonas.

Posicionamento da Petrobras

Após comunicar o vazamento e adotar medidas de controle, a Petrobras afirmou que não houve problemas com a sonda ou o poço, mantendo total segurança nas operações de perfuração. A empresa ainda não se pronunciou sobre a decisão da ANP até o momento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br