O corte de repasses da prefeitura em General Salgado (SP) tem ameaçado o atendimento em diversas entidades do município, conforme relatado por familiares. Pelo menos 11 pacientes, incluindo alguns diagnosticados com autismo, atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), estão sendo dispensados de seus tratamentos.
Redução de repasses e entidades afetadas
Segundo informações levantadas pela TV TEM, desde janeiro, a prefeitura local reduziu em 30% o valor dos repasses para seis entidades do município. Entre elas estão a Apae, a Associação Padre Vitorino, o Lar dos Velhinhos, a Guarda Mirim, a Santa Casa e a Escolinha Nota Dez.
Impacto na Apae de General Salgado
Além dos pacientes dispensados, a direção da Apae informou que reduziu a carga horária de colaboradores ativos, resultando no desligamento de parte dos profissionais que prestavam atendimentos ambulatoriais. No entanto, o serviço educacional da instituição permanece em funcionamento.
Depoimento de familiar e preocupações
Um dos pacientes dispensados é Ícaro, neto de Maria de Fátima. Em entrevista à TV TEM, a avó expressou sua preocupação com o retrocesso no tratamento de Ícaro, que necessita de atendimentos em quatro especialidades médicas na Apae: terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia. Maria de Fátima teme que não consiga arcar com os tratamentos de forma particular.
Posicionamento da prefeitura e soluções propostas
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que absorverá os 11 pacientes dispensados da Apae e já agendou o primeiro atendimento com os profissionais de terapia ocupacional, psicologia e fisioterapia. No entanto, em relação à fonoaudiologia, foi mencionada uma dificuldade de oferta regular devido à alta demanda e à falta de profissionais disponíveis na rede municipal.
Diante dessa situação, os alunos estão na fila de espera e a prefeitura planeja abrir um processo licitatório para contratar profissionais qualificados na área, incluindo a psicologia. O Setor de Contabilidade do município esclareceu que a arrecadação do ano anterior não foi suficiente para cobrir os repasses integrais, o que contribui para a crise enfrentada pelas entidades de General Salgado.
Fonte: https://g1.globo.com

