© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta quarta-feira (4), a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados, em mais uma fase da operação Compliance Zero, por “risco concreto de interferência nas investigações”.

Núcleos de atuação da organização criminosa

De acordo com a decisão de Mendonça, a Polícia Federal identificou quatro núcleos principais de atuação dessa organização criminosa. O núcleo financeiro era responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro.

Estratégia fraudulenta adotada pelo Banco Master

Para atingir seus objetivos, o dono do Banco Master teria adotado uma estratégia de captação agressiva de recursos, por meio da emissão de títulos bancários, com a promessa de rentabilidade acima da média do mercado. O dinheiro levantado era direcionado para operações de alto risco, ativos de baixa liquidez e fundos vinculados ao próprio conglomerado, o que permitia a circulação de valores internamente e a sustentação da engrenagem financeira do grupo.

Atividades fraudulentas e suspensão de empresas

A estratégia incluía a emissão de CDBs com retorno “significativamente superior à média de mercado”, seguida da alocação em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios — mecanismo que, segundo o processo, dava aparência de robustez às aplicações enquanto ampliava a exposição ao risco e dificultava a fiscalização.

Na decisão, Mendonça acolheu o pedido da Polícia Federal para suspender as atividades de empresas diretamente envolvidas no esquema fraudulento, por haver “fortes indícios” de que elas foram criadas exclusivamente para “lavar dinheiro e ocultar a origem de recursos ilícitos, sem qualquer evidência de que exerçam atividades econômicas legítimas”.

Principais envolvidos e defesas

No topo desse núcleo, aponta a investigação da PF, estaria Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e apontado como o principal articulador das estratégias financeiras. Também integraria o grupo Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, descrito como operador financeiro e responsável por viabilizar transferências, além de estruturar contratos utilizados nas operações investigadas.

Em nota, a defesa do banqueiro afirma que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e colaborou com as investigações.

A defesa de Fabiano Campos Zettel também foi procurada, mas não houve resposta até o momento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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