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Com o objetivo de intensificar a resposta do Judiciário aos crescentes índices de violência doméstica e familiar no Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu início, nesta segunda-feira, dia 9, à 'Semana Justiça pela Paz'. A iniciativa, de abrangência nacional, visa otimizar o andamento de processos jurídicos cruciais, garantindo celeridade e eficácia na proteção das vítimas em todo o território brasileiro.

Ações Intensificadas no Judiciário e Prevenção

Durante o período da campanha, tribunais de todas as instâncias se mobilizarão para agilizar a tramitação de casos. O foco estará na intensificação da realização de audiências, na prolação de sentenças e na análise prioritária de medidas protetivas de urgência, ferramentas essenciais para a segurança imediata de mulheres em situação de vulnerabilidade. Além do pilar judiciário, a 'Semana Justiça pela Paz' também incorpora um forte componente de prevenção e conscientização. Serão promovidas diversas ações educativas voltadas ao combate da violência de gênero, incluindo a organização de encontros para grupos reflexivos com homens que praticaram atos de violência, buscando reeducação e desconstrução de padrões machistas.

Legado do Programa Justiça pela Paz em Casa

Esta semana de mobilização nacional insere-se no contexto mais amplo do 'Programa Justiça pela Paz em Casa', estabelecido em 2015 pelo próprio CNJ. O programa foi concebido com a missão de aprimorar a efetividade da Lei Maria da Penha, considerada um marco legislativo na defesa dos direitos das mulheres. Para isso, o programa foca na concentração de esforços entre diferentes órgãos e na articulação estratégica com a rede de proteção às mulheres, garantindo um suporte mais robusto e integrado para as vítimas de violência.

Dados Alarmantes Reforçam Urgência da Iniciativa

Os números recentes divulgados pelo CNJ sublinham a importância crítica da 'Semana Justiça pela Paz'. Em janeiro deste ano, o Judiciário brasileiro registrou a entrada de 947 novos processos de feminicídio, o que representa um aumento de quase 3,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda por medidas protetivas também apresentou um crescimento expressivo, saltando de 612 mil em 2024 para 630 mil em 2025, evidenciando uma maior busca por segurança por parte das vítimas. De forma notável, apenas no mês de janeiro de 2026, mais de 53 mil medidas protetivas já foram concedidas, refletindo a continuidade da gravidade da situação e a necessidade de uma atuação contínua e incisiva.

A 'Semana Justiça pela Paz' reafirma o compromisso do Poder Judiciário em enfrentar a violência doméstica e familiar com a seriedade e a urgência que o tema exige. Através da união de esforços na agilização processual e na conscientização, a iniciativa do CNJ busca não apenas punir agressores, mas, acima de tudo, proteger vidas e promover uma cultura de paz e respeito.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br