© Receita Federal/divulgação
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) estão prestes a formalizar um acordo de colaboração no combate ao comércio ilegal de medicamentos emagrecedores, especialmente aqueles injetáveis que contêm substâncias como tirzepatida e semaglutida, usados no tratamento da obesidade.

Objetivos da Parceria

De acordo com o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a colaboração visa intensificar as ações contra crimes relacionados à produção, importação e venda irregular desses medicamentos. A meta principal é coibir a comercialização de produtos que não possuem registro ou comprovação de qualidade, muitas vezes disponíveis em plataformas digitais.

Aumento de Eventos Adversos

Pereira ressaltou que esta colaboração é especialmente importante diante do aumento significativo de eventos adversos associados ao uso desses medicamentos, que frequentemente são utilizados sem prescrição médica ou são adquiridos de fontes não confiáveis. Durante a abertura da 7ª Reunião Pública da Anvisa, ele enfatizou a necessidade de ações mais rigorosas para assegurar a saúde da população.

Modelo de Ação Integrada

A parceria entre a Anvisa e a PF consolida um modelo de atuação que já foi testado em operações conjuntas anteriores, como a operação Heavy Pen, que resultou em múltiplas apreensões e fiscalizações em diversos estados. Essa abordagem integrada visa a prevenção e a resposta eficaz aos crimes relacionados ao comércio ilegal de medicamentos.

Análise Conjunta dos Medicamentos Apreendidos

Os medicamentos apreendidos em futuras operações serão analisados de forma conjunta, com suporte técnico da Anvisa e perícia da PF. Essa análise permitirá uma avaliação precisa dos riscos à saúde pública e fortalecerá os inquéritos criminais, contribuindo para desmantelar redes de comercialização ilícita.

Conclusão

Daniel Pereira concluiu que a eficácia das ações regulatórias requer um diálogo estruturado entre fiscalização e investigação criminal. Ele reafirmou a importância de instituições fortes e éticas, comprometidas com a saúde pública, e a necessidade de um equilíbrio entre rigor técnico e a acessibilidade a medicamentos seguros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br