© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A votação do projeto que institui o Estatuto do Aprendiz foi adiada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Este projeto, conhecido como PL 6461/2019, visa regular a jornada de trabalho e os direitos dos aprendizes, além de abordar questões relacionadas à rescisão de contratos.

Motivos para o Adiamento

O adiamento ocorreu devido a pedidos de vista formulados por três senadores: Jaime Bagattoli, Laércio Oliveira e Marcos Pontes. O presidente da CAS, senador Marcelo Castro, indicou que a votação deverá ser reavaliada na próxima reunião da comissão.

Objetivos do Estatuto do Aprendiz

Aprovado previamente pela Câmara dos Deputados, o Estatuto do Aprendiz é direcionado a jovens entre 14 e 24 anos, além de incluir pessoas com deficiência. O projeto pretende estabelecer diretrizes que garantam a formação adequada dos aprendizes, preservando a natureza educacional dos contratos.

Principais Alterações Propostas

O projeto altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações relacionadas à formação profissional. O relator, senador Veneziano Vital do Rêgo, acredita que essas mudanças contribuirão para a organização das normas atuais, promovendo a qualificação da mão de obra jovem e incentivando sua permanência na educação.

Direitos e Deveres dos Aprendizes

O Estatuto do Aprendiz visa fomentar a inclusão social e profissional por meio da definição clara dos direitos e deveres dos aprendizes. Atualmente, as empresas devem ter entre 5% e 15% de seu quadro de funcionários composto por aprendizes. O novo projeto mantém essa exigência, mas introduz situações em que a contratação se torna facultativa.

Casos de Contratação Facultativa

A contratação de aprendizes será facultativa em diversas circunstâncias, incluindo:

– Estabelecimentos com menos de sete empregados. – Microempresas e empresas de pequeno porte, incluindo as optantes pelo Simples Nacional. – Entidades sem fins lucrativos voltadas à educação profissional com programas em andamento. – Empresas de telemarketing com pelo menos 40% de seus funcionários na faixa etária de até 24 anos. – Órgãos públicos que utilizam regime estatutário. – Empregadores rurais pessoas físicas.

Direitos dos Aprendizes

O projeto garante direitos importantes para os aprendizes, como o vale-transporte e a proteção do emprego para aprendizes gestantes. A aprendiz gestante terá garantia de emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, com possibilidade de retorno ao programa após a licença.

Aspectos Relacionados à Contratação

As empresas que contratarem aprendizes devem matriculá-los em cursos de aprendizagem profissional. Caso não haja vagas suficientes no Sistema S, a matrícula poderá ser realizada em instituições públicas ou em entidades sem fins lucrativos dedicadas à educação profissional.

Proteção em Caso de Acidente de Trabalho

Em caso de acidente de trabalho, o aprendiz terá a garantia de manutenção do emprego por até 12 meses após o término do pagamento do auxílio, assegurando assim uma proteção adicional durante a recuperação.

O avanço do Estatuto do Aprendiz reflete um compromisso com a formação profissional e a inclusão social, sendo uma importante iniciativa para a valorização do jovem no mercado de trabalho.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br