Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados alarmantes sobre a vacinação infantil global. Em 2025, estima-se que 13,5 milhões de crianças não tenham recebido nenhuma vacina durante o primeiro ano de vida, o que representa cerca de 15% dos recém-nascidos. Além disso, 7,3 milhões de crianças não completaram o ciclo básico de imunização.
Panorama Global da Vacinação
Os números são provenientes do relatório ‘Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional’, que indica um leve avanço em relação ao ano anterior. Em 2024, aproximadamente 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da vacina DTP, um aumento de 750 mil em relação a 2023. No entanto, o Unicef alerta que a persistência de altos índices de crianças sem vacinas aumenta a probabilidade de surtos de doenças.
Desafios na Imunização
O relatório aponta que 84% das crianças recebem a primeira dose da vacina contra sarampo, mas apenas 77% completam a segunda dose. O nível considerado seguro para a imunização contra essa doença é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo, afetando 57 países.
Avanços e Retrocessos na Cobertura Vacinal
Os dados foram coletados de 195 países, com 100 deles mantendo uma cobertura de vacinação de pelo menos 90% desde 2019. No entanto, 65 países não apresentaram melhorias, incluindo 13 que enfrentam conflitos ou vulnerabilidades. A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, enfatiza que, apesar de avanços, milhões de crianças ainda estão desprotegidas devido a conflitos e pobreza.
Situação no Brasil
O Brasil se destaca por sua melhoria contínua na cobertura vacinal, com uma estimativa de 50 mil crianças sem vacinação. A cobertura vacinal geral está em avanço, embora o ciclo completo da tríplice seja de apenas 86%. Contudo, a falta de dados independentes nos últimos cinco anos levanta preocupações sobre a qualidade das informações.
Considerações Finais
O progresso na vacinação infantil é um reflexo do esforço conjunto de governos e profissionais de saúde. No entanto, o desafio é manter esse impulso diante de incertezas geopolíticas e restrições orçamentárias. É crucial intensificar esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso às vacinas, garantindo que a saúde infantil não seja comprometida por surtos de doenças evitáveis.
